Beto, no Vasco.
O ex-”craque” do Brasiliense será o líder do time de Romário.
Assim como Leandro Ávila e Valber, o meia rodou os quatro grandes cariocas.
Confesso que não o acompanhei na estadia no Centro-Oeste (antes passou pelo boêmio Itumbiara-GO) Para mim, é total incógnita.
Eu o conheci no Flu em 2002, onde era setorista. Entrevistei-o em seu apartamento, cujas paredes exibiam quadros de todos os times que havia atuado, uns seis ou sete (agora, quantos seriam?). Ele mostrou ser um cara simples, ao contrário do que se diz. Aliás, há muitas “lendas” que se contam sobre o jogador. Lenda, diga-se aqui, como “fato não-comprovado”, sem julgar sua veracidade. Diz-se que ele assaltava a mão armada em Campo Grande para recolher dinheiro e ir ao Rio treinar no Botafogo; que ele recebeu jornalistas em sua casa (não fui eu!) e não tinha outro copo para oferecer água senão tulipa de chopp; que vivia bêbado em um restaurante fast-food do Méier, aos sábados de madrugada…
Enfim, o fato é que vejo, agora, foto do Beto com a família e filhos. Passada a barreira dos 30, creio mesmo que ele tenha amadurecido. No Bota, foi promessa de ida precoce. No Fla, de ídolo a chinelinho; no Flu, coadjuvante muito aquém de Romário, e no Vasco, desfez o passado rubro-negro e venceu a desconfiança com raça e esmero. Não deu seqüência, mas deixou impressão positiva a clube e torcida.
É esta a ultima boa impressão que tenho de sua carreira. Isso foi há cinco anos. A ver.