FLAMENGO: Vi com certa desconfiança inicialmente a dispensa do Roger. Imaginei que, com um meio-campo formado por Cristian (se ficar), Kleberson, Ibson e Roger, com Renato Augusto compondo o ataque com Souza, o time frutificaria em 2008. Só que este seria o time do torcedor, e não do técnico rubro-negro. Rômulo será o titular de Joel na cabeça-de-área, se nenhum atleta experiente para a posição for contratado. Isso significa que o meio-campo terá Rômulo, Cristian (se ele não ficar, outro virá para esta posição. Jônatas?), Kleberson e Ibson, com RA e Souza à frente. E Roger? Seria reserva, condição tão irresistível a ele nos últimos tempos. A falta de brecha poderia levá-lo à acomodação “chinelística”. E aí começam a pipocar as matérias de quanto vale por jogo, por gol… Com o salário que ele quis receber, irreal segundo a direção rubro-negra, é melhor bancar dois jovens da posição dispostos a brigar muito por lugar no time.Vou pensar e levantar opções nos próximos posts.
BOTAFOGO: A saída de Juninho faz o elenco perder seu líder e principal referência do ano, posto que costumava ser de Túlio. E é esta referência a grande perda, mais até do que sua capacidade de defender ou de cobrar faltas. Não creio que o substituto contratado, o argentino Ferrero, assumirá o posto imediatamente, já que sofrerá com língua e adaptação. Por isso até creio que o camisa 5 recusará o Palmeiras, mesmo com a proposta superior, para permanecer no Alvinegro sob a condição de principal líder. As contratações de Bebeto de Freitas (Ferrero, Zé Carlos, Édson, Triguinho e, talvez, Leandrão) ainda são qualitativamente insuficientes comparadas às perdas (Dodô, Zé Roberto, Joilson, Juninho). Não há ilusão de este time chegar perto ao que deu espetáculo no início do Brasileiro. Mas como o fut-show não foi eficiente, as tais “coisas que só acontecem com o Botafogo” podem, de repente, chegar a um fim feliz. Anyway, levantaremos nomes para o Fogão nas entradas a seguir.
FLUMINENSE: Irrita essa coisa do Thiago Neves. Ora ele fala ali, ora ele fala acolá. Fosse eu o Horcades, lhe impunha a mirandista lei do silêncio. Fosse eu o Renato Gaúcho, o relegava à reserva. É claro que é um bom jogador, mas não é o cracaço que pensa. Está longe de ser um Rivellino, ou até de um Assis. O Flu poderia parar com as contratações confirmadas não-oficializadas de atacantes (Dodô, Washington, Leandro Amaral… vêm os 3?) e pensar num bom camisa 10 (não precisa ser também o Riquelme). TN é jovem e tem capacidade, mas uma boa sombra não só o faria pôr os pés no chão mas, na hora H, tiraria dele certa pressão nas atuações pela Libertadores (o Tricolor não está lá há 23 anos), principalmente nos jogos fora de casa. Também vou pensar nos nomes nos próximos posts.