Maracandangos’s Weblog

Dezembro 18, 2007

Washington, mais um brasiliense no Rio

Filed under: Não classificado — maracandangos @ 4:22 am

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Washington Stécanelo Cerqueira, o atacante Washington, 32, artilheiro do Urawa Reds-JAP no Mundial de Clubes, é o novo reforço do Fluminense para 2008.

Morador da 411 Norte, onde mantém apê alugado até hoje, começou no Brasília em 89 e aos 15 anos se transferiu para o Caxias,  passando por Inter-RS até chegar a Ponte Preta, onde despontou para o futebol.

Washington soma-se a outros dois brasilienses entre os quatro grandes do Rio: Kayke, atacante-promessa das divisões de base que este ano será efetivado entre os profissionais, e Túlio, capitão outra vez no Botafogo.

De Kayke, pouco ainda sei sobre suas raízes. Apurei que começou a jogar no Minas Tênis, e só.

O Túlio é um caso mais conhecido. Vejam matéria minha no L! de  7 de julho deste ano, por conta da presença alvinegra da cidade para a partida contra o Atlético-PR.

Garoto Asa Sul 

Túlio é a imagem da alegria em Brasília, sua cidade natal. Tem se encontrado com parentes e amigos com freqüência. Amigos até não tão chegados, que se dispuseram a encontrá-los para que desse referência a jogadores locais.

Longe do assédio, o volante relembrou os tempos da juventude candanga, quando curtia o rock brasiliense de Legião Urbana e Plebe Rude e jogava bet (taco) nas quadras da capital federal.

- Foi um momento muito bom da minha vida, adoro a cidade e é sempre um prazer atuar aqui – disse o jogador, ressaltando ter sido torcedor do Santos quando criança e que assistia a jogos “de todas as equipes” no Mané Garrincha.

- Fui o jogador que mais encheu o Bebeto para que o clube mandasse um dos jogos aqui durante o Pan. Agora, espero gratificar a torcida pelo carinho recebido – completou.

Dezembro 14, 2007

Filed under: Não classificado — maracandangos @ 4:34 pm

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Para encerrar os posts de hoje, falo da relação Romário-Brasília.

Incrível que pareça, o cara adora a cidade. Mesmo sendo peixe de praia, e não de lago.

Tem muitos amigos e alguns projetos aqui. O Weber Magalhães é um deles.

Ele costuma ou costumava vir para a Micarecandanga. Não podia deixar de ser.

Os projetos ainda não saíram do papel. Mas há acordo verbal de começar algo direcionado à síndrome de Down. O acerto saiu com um marqueteiro da cidade. O gol 1000 adiou os planos, mas a coisa deve mesmo acontecer em 2008.

Há também a idéia de ele voltar à cidade para apoiar a Frente Parlamentar do Direitos das Pessoas com Deficiência, prevista para ser (re)lançada no ano que vem.

Talvez por isso fique a expectativa de ele voltar a jogar na capital, já que por tantas vezes ele anunciou – e não cumpriu – seu fim no futebol.

NUMEROS DE ROMÁRIO EM BRASILIA: 15 JOGOS E 9 GOLS (POR VASCO, FLAMENGO E SELEÇÃO)

“Sempre fui muito bem tratado aí em Brasília. Tenho certeza que as pessoas têm um carinho por mim muito grande, independentemente da camisa que eu use. Meu retorno à Seleção (Brasil 4 x 0 Chile, em 97) foi em Brasília. Sempre tive muita coisa a ver com Brasília. Tenho alguns amigos do Rio que moram aí. De vez em quando estou aí visitando eles”, Romário, ao Correio Braziliense, 16/3/2007

A curiosidade dessa entrevista é esta declaração: “Treinador? Acordar cedo, treinar todo dia… essa rotina já me cansou.”

Reforços – aprovo e não aprovo

Filed under: Não classificado — maracandangos @ 4:30 pm

Aprovo: Rodrigo no Fla (Seria o 3o zagueiro como Fábio Luciano e Angelim), Conca no Flu (é a tal sombra que Tiago Neves precisa, já que não será o 10 quando e o que quer) e Leandro Amaral no Botafogo (ideal para substituir Dodô. E até melhor do que ele). A ver. Villanueva e Abubakar? (hummm…)

‘Peixe’ será promovido

Filed under: Não classificado — maracandangos @ 4:30 pm

Parecia que eu estava adivinhando. No primeiro post que escrevi sobre o Vasco, afirmei que Alfredo Sampaio seria um dos poucos a aceitar o romariocentrismo de São Janu. E não é que o caboclo foi parar lá como auxiliar técnico? Concordo com o meu amigo e ex-chefe André Loffredo. Ele será o treinador ao longo da temporada. Só não foi anunciado antes porque a torcida espinafraria de vez a diretoria interina.

Com Romário à frente, a galera, ao menos, se divide. E sou capaz de apostar que AS assume efetivamente antes de o Baixinho pendurar as chuteiras (fevereiro ou março). Vai dizer que está cansado da dupla rotina e vai atuar só como jogador (esperando, claro, ter colhido bons resultados nos primeiros jogos Carioca para abrir terreno para o futuro ex-subordinado e chefe). Até uma troca de funções poderia acontecer (AS como técnico e Romário como auxiliar, palpitando sempre – ele fez isso declaradamente com Espinosa).

Beto-2008

Filed under: Não classificado — maracandangos @ 4:28 pm

Beto, no Vasco.

O ex-”craque” do Brasiliense será o líder do time de Romário.

Assim como Leandro Ávila e Valber, o meia rodou os quatro grandes cariocas.

Confesso que não o acompanhei na estadia no Centro-Oeste (antes passou pelo boêmio Itumbiara-GO) Para mim, é total incógnita.

Eu o conheci no Flu em 2002, onde era setorista. Entrevistei-o em seu apartamento, cujas paredes exibiam quadros de todos os times que havia atuado, uns seis ou sete (agora, quantos seriam?). Ele mostrou ser um cara simples, ao contrário do que se diz. Aliás, há muitas “lendas” que se contam sobre o jogador. Lenda, diga-se aqui, como “fato não-comprovado”, sem julgar sua veracidade. Diz-se que ele assaltava a mão armada em Campo Grande para recolher dinheiro e ir ao Rio treinar no Botafogo; que ele recebeu jornalistas em sua casa (não fui eu!) e não tinha outro copo para oferecer água senão tulipa de chopp; que vivia bêbado em um restaurante fast-food do Méier, aos sábados de madrugada…

Enfim, o fato é que vejo, agora, foto do Beto com a família e filhos. Passada a barreira dos 30, creio mesmo que ele tenha amadurecido. No Bota, foi promessa de ida precoce. No Fla, de ídolo a chinelinho; no Flu, coadjuvante muito aquém de Romário, e no Vasco, desfez o passado rubro-negro e venceu a desconfiança com raça e esmero. Não deu seqüência, mas deixou impressão positiva a clube e torcida.

É esta a ultima boa impressão que tenho de sua carreira. Isso foi há cinco anos. A ver.

Dezembro 11, 2007

Gama x Vasco ou Bota -21/4/2008 – Bezerrão

Filed under: Não classificado — maracandangos @ 5:17 pm
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Hoje totalmente sem tempo, só para lembrar que há, sim, uma outra chance de time carioca jogando em Brasília no ano que vem.

O governador Arruda idealiza Vasco ou Botafogo como adversário do Gama na abertura do novo Bezerrão, dia 21 de abril.

A questão será acomodar apenas 20 mil pessoas, já que esta é a capacidade que estará inicialmente disponível no equipamento.

Tanto Vasco quanto Botafogo lotaram o Mané Garrincha em seus compromissos deste ano. Com a torcida do Gama, que certamente fará festa e boa presença na casa nova, estimo que vai haver briga para entrar.

Ai, Estatuto…

Dezembro 10, 2007

2008, DF longe dos cariocas

Filed under: Não classificado — maracandangos @ 4:50 pm

Diferentemente de como aconteceu este ano, será difícil algum clube grande carioca atuar na capital federal em 2008.Primeiro porque nenhum dos dois times do DF fizeram o favor de pescar uma das quatro vagas da Série B.

Segundo porque as chances do cruzamento entre um time carioca e um candango na Copa do Brasil diminuíram com a presença de Fla e Flu na Libertadores, restando apenas Vasco e Botafogo nesta competição.

Terceiro porque não há previsão de os clubes mandarem jogos de outras competições por aqui. A CBF impede que clubes mandem jogos fora de seus estados no Brasileiro. E também porque Fla e Flu vivem boa fase no Maracanã. O Bota tem o novo Engenhão e o Vasco não sai do feudo de São Janu.

Quarto porque, ainda que se quisesse mandar jogos aqui, o fechamento do MG seria impeditivo, já que o novo Bezerrão só liberará, a priori, 20 mil lugares.

Em 2007, houve quatro partidas. Pela Copa do Brasil, recebemos Vasco (2 x 2 com o Gama, Mané Garrincha) e Fluminense (1 x 1 com o Brasiliense, pelo Serejão). E, pelo Brasileiro, em função do fechamento do Maraca, tivemos, no MG, a vitória do Botafogo sobre o Atlético-PR, por 2 a 0, e o empate (1 a 1) entre Flu e Figueirense.

Nos próximos posts falarei sobre a relação de cada um dos quatro clubes com Brasília e o sobre o que conversei sobre o tema com pessoas importantes de cada um deles.

FLA, BOTA E FLU: Saídas e entradas

Filed under: Não classificado — maracandangos @ 4:10 pm
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FLAMENGO: Vi com certa desconfiança inicialmente a dispensa do Roger. Imaginei que, com um meio-campo formado por Cristian (se ficar), Kleberson, Ibson e Roger, com Renato Augusto compondo o ataque com Souza, o time frutificaria em 2008. Só que este seria o time do torcedor, e não do técnico rubro-negro. Rômulo será o titular de Joel na cabeça-de-área, se nenhum atleta experiente para a posição for contratado. Isso significa que o meio-campo terá Rômulo, Cristian (se ele não ficar, outro virá para esta posição. Jônatas?), Kleberson e Ibson, com RA e Souza à frente. E Roger? Seria reserva, condição tão irresistível a ele nos últimos tempos. A falta de brecha poderia levá-lo à acomodação “chinelística”. E aí começam a pipocar as matérias de quanto vale por jogo, por gol… Com o salário que ele quis receber, irreal segundo a direção rubro-negra, é melhor bancar dois jovens da posição dispostos a brigar muito por lugar no time.Vou pensar e levantar opções nos próximos posts.

BOTAFOGO: A saída de Juninho faz o elenco perder seu líder e principal referência do ano, posto que costumava ser de Túlio. E é esta referência a grande perda, mais até do que sua capacidade de defender ou de cobrar faltas. Não creio que o substituto contratado, o argentino Ferrero, assumirá o posto imediatamente, já que sofrerá com língua e adaptação. Por isso até creio que o camisa 5 recusará o Palmeiras, mesmo com a proposta superior, para permanecer no Alvinegro sob a condição de principal líder. As contratações de Bebeto de Freitas (Ferrero, Zé Carlos, Édson, Triguinho e, talvez, Leandrão) ainda são qualitativamente insuficientes comparadas às perdas (Dodô, Zé Roberto, Joilson, Juninho). Não há ilusão de este time chegar perto ao que deu espetáculo no início do Brasileiro. Mas como o fut-show não foi eficiente, as tais “coisas que só acontecem com o Botafogo” podem, de repente, chegar a um fim feliz. Anyway, levantaremos nomes para o Fogão nas entradas a seguir.

FLUMINENSE: Irrita essa coisa do Thiago Neves. Ora ele fala ali, ora ele fala acolá. Fosse eu o Horcades, lhe impunha a mirandista lei do silêncio. Fosse eu o Renato Gaúcho, o relegava à reserva. É claro que é um bom jogador, mas não é o cracaço que pensa. Está longe de ser um Rivellino, ou até de um Assis. O Flu poderia parar com as contratações confirmadas não-oficializadas de atacantes (Dodô, Washington, Leandro Amaral… vêm os 3?) e pensar num bom camisa 10 (não precisa ser também o Riquelme). TN é jovem e tem capacidade, mas uma boa sombra não só o faria pôr os pés no chão mas, na hora H, tiraria dele certa pressão nas atuações pela Libertadores (o Tricolor não está lá há 23 anos), principalmente nos jogos fora de casa. Também vou pensar nos nomes nos próximos posts.

Romariando in Saint January

Filed under: Não classificado — maracandangos @ 3:44 pm
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A relação Vasco-Romário é simbiótica. Ou seja, como na biologia, são dois entes que precisam da outra parte para a sobrevivência. Agem ativamente e em conjunto para proveito mútuo. No anúncio de treinador, pesaram vários fatores, a ambos os lados. Pelas condições a seguir a confirmação não me surpreendeu.

1) Para o Vasco, três razões claras:

  • foi o técnico encontrado para administrar as entradas e saídas de Romário do time baseadas apenas da vontade do próprio, e sem receio algum sobre possíveis prejuízos à formação e ao desempenho do time;
  • foi a maneira encontrada para continuar satisfazendo o maior credor do clube (e, se bobear, também investidor) sem desgaste com um treinador teoricamente em hierarquia superior
  • foi mais um subterfúgio marqueteiro da direção do clube, disposta a mascarar irregularidades eleitorais e a possível saída do clube da Timemania (depois conto mais sobre isso)

2) Para o Romário, uma certeza e duas hipóteses:

  • a aceitação do novo cargo lhe dá mais tempo para planejar a despedida e decidir o que fazer ainda estando no centro das atenções da mídia;
  • o sucesso no empreendimento poderia fazê-lo trilhar um novo desafio, sem pressões por resultados imediatos;
  • a carreira de técnico poderia lhe alavancar a de empresário, já que, como treinador, o acesso a outros agentes e a participação na negociação de reforços lhe daria know-how e contatos para o futuro – e lucrativo emprego.

Com tudo isso, para onde rumará a nau cruzmaltina?

PSP (post scriptum post): Afinando o pensamento, até que poderia haver técnicos dispostos a encarar o Vasco romariocêntrico. Alfredo Sampaio, Jair Pereira, Candinho. Antônio Lopes? O 11 barraria o Delegado, por conta do veto no Timão em 2006. Mas pode ser o nome para o Brasileiro, se Romário, de fato, se aposentar após o Carioca.

Dezembro 7, 2007

Futebol carioca no DF

Filed under: Não classificado — maracandangos @ 2:02 pm
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Por que este blog?

A resposta é simples.

Vivo o cotidiano da política esportiva em Brasília e mal tenho interlocutores para discutir o esporte bretão em si, no 11 contra 11. Decisões, contratações, atuações…isso definitivamente não faz parte da minha rotina. Aquela resenha das 14h, muitas vezes ocorrida em reuniões de pauta? Nunca mais.

O saudosismo me faz ter este blog. Vontade de, mesmo a kms de distância, ficar próximo e respirar o futebol do Rio. E a distância também me fará ver e perceber como os brasilienses, fanáticos por futebol e muitos deles por times cariocas, pensam sobre o fut-rj. E, sempre, conclamando os dirigentes a mandarem jogos de Fla, Flu, Vasco e Botafogo (agora mais difícil, sem o Mané Garrincha, mas enfim) por aqui.

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